A memória do império colonial. Identidades indígenas e híbridas

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Fábio Silva

Resumen

Este ensaio propõe uma análise crítica das representações de comunidades afrodescendentes no cinema português, partindo do estudo dos arquivos fílmicos coloniais e culminando na análise aprofundada do documentário Li Kê Terra (2010), de Filipa Reis, João Miller Guerra e Nuno Baptista. Numa primeira parte, examina-se a forma como o cinema colonial português operou como dispositivo ideológico, contribuindo para a construção de um imaginário racializado e hierárquico, que perpetuava a exclusão simbólica dos sujeitos colonizados. Posteriormente, reflete-se sobre os modos como o cinema contemporâneo, particularmente a partir dos anos 2000, começa a interrogar criticamente esse legado, ensaiando novas formas de representação ética e politicamente implicada. Através do enquadramento teórico de autores como Homi K. Bhabha e Djamila Ribeiro, o ensaio analisa Li Kê Terra como um gesto de rutura com as narrativas hegemónicas, articulando os conceitos de hibridismo cultural e lugar de fala para pensar uma reconfiguração do olhar cinematográfico, num filme que se inscreve numa prática cinematográfica comprometida com a descolonização do imaginário visual português.

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Cómo citar
Silva, F. (2025). A memória do império colonial. Identidades indígenas e híbridas. Millars. Espai I Història, (59), 79–106. https://doi.org/10.6035/Millars.2025.59.4
Sección
DOSSIER

Citas

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